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Saiba tudo para montar seu roteiro de viagem à Europa

Olá leitores do Canal de Viagem!

= Nossa… quanta coisa para se preocupar! Para isso colocamos abaixo várias dicas, sugestões e recomendações para uma super viagem pela tão sonhada Europa.

Primeiro passo: não compre a passagem aérea!

Comprar uma passagem por impulso é o erro mais comum de (falta de) planejamento numa viagem à Europa. Achar uma passagem com desconto de ida e volta a uma cidade específica só garante a viagem para quem só queria conhecer aquela cidade. Continuar a viagem a partir dali, e sobretudo voltar para lá para pegar o voo da volta, pode anular a economia e, pior, causar enormes perrengues logísticos. Só compre a passagem depois de ter definido todo o itinerário.

Itinerário: menos é mais

Ao montar um roteiro pela Europa, use o método clássico recomendado para arrumar malas: selecione todos os lugares que você gostaria de visitar, e então reduza à metade. Ou a um terço. Na excitação da montagem do roteiro, nossa tendência é empilhar todos os lugares que estejam no caminho (e fazer longos desvios para chegar a outros).

No mapa, tudo parece perto. Mas quando falamos de quilometragens e durações de voos, não levamos em consideração o tempo que se gasta em arrumar a mala, fechar a conta do hotel, deslocar-se ao aeroporto (e chegar com a antecedência necessária para o check-in), vencer o trânsito para sair de cada cidade e entrar na próxima (em viagens de carro), encontrar o próximo hotel, fazer o check-in, subir com as malas… Ou seja, cada troca de local envolve a perda de pelo menos meio dia (e de muita energia). Acredite: quanto mais você troca de cidade, menos você aproveita o seu tempo.

Cidades grandes

Toda cidade importante da Europa tem aquele ônibus de dois andares que percorre todos os cartões postais em um dia só. Mas existem lugares que merecem ser conhecidos mais de perto do que uma simples foto tirada de longe.

Por isso, quatro dias são o mínimo necessário para você entender o básico de uma grande capital. No terceiro ou quarto dia, as “obrigações turísticas” diminuem, e você começa a se sentir um pouco morador. É uma sensação que você só vai entender quando se deixar ficar pelo menos quatro dias numa grande capital.

Ah… Se essa capital for Paris ou Londres, pense em ficar sete dias… no fim, você ainda vai achar pouco.

Monte a viagem em módulos

Um jeito bastante simples de resolver o seu itinerário é dividindo o tempo de viagem em módulos de 5 a 7 dias. Aloque cada módulo a uma metrópole (Lisboa, Roma, Munique) ou a uma região que você queira explorar de carro ou trem (Provence, Andaluzia, Highlands, Toscana). Permaneça na cidade grande por toda a duração do módulo; nas viagens de carro ou trem, tente resolver o roteiro em no máximo duas bases.

Bate-volta

A melhor maneira de extrair o máximo das bases que você escolher é o bate-volta. Toda cidade que não justifique um pernoite e que fique a no máximo uma hora e meia de viagem de onde você esteja rende um passeio perfeito. Você não precisa fazer check-out, viaja sem malas (de trem ou de carro) e, ao chegar, aproveita desde o primeiro instante (sem perder o pique com atividades chatas como encontrar o endereço do hotel e fazer check-in). Se você não se exigir demais, ainda volta para o local em que está hospedado com energia para aproveitar a noite.

Pit-stop

Trajetos mais longos entre uma base e a próxima — tanto de carro, quanto de trem — ficam mais divertidos quando você pode fazer uma parada estratégica no caminho. Por exemplo: Bruxelas entre Paris e Amsterdã; Dresden entre Praga e Berlim; Pompéia entre Roma e a Costa Amalfitana.

Para lançar mão desse recurso, porém, é preciso ter cuidado extra com a bagagem. Estando de carro, pare em estacionamentos vigiados e em hipótese alguma deixe a bagagem à mostra. Em viagens de trem, certifique-se de que a estação do pit-stop dispõe de guarda-volumes. Pesquise na internet: “lockers”, “left luggage”, “consigna”, “consigne” e “deposito bagagli” associado ao nome da estação.

Ainda não compre a passagem aérea: mesmo com o roteiro decidido, falta definir o(s) meio(s) de transporte dentro da Europa.

Avião, trem ou carro?

O trem é o meio de locomoção europeu por excelência. Para comparar a duração de viagens entre trem e avião, acrescente sempre três horas ao tempo de vôo. É o mínimo de tempo extra que você leva para ir e voltar do aeroporto, fazer check-in e esperar bagagens.

Mas não use trem (nem carro) para atravessar o continente; para isso existe o avião. Evite também trens noturnos: teoricamente você ganha tempo, mas na prática o que ganha é uma noite mal dormida, e de quebra ainda fica cansado para aproveitar o dia seguinte.

Carros e cidades grandes não combinam: o GPS ajuda, mas não elimina o stress do trânsito e da busca de estacionamento.

O carro é bom para deslocar-se por estradas secundárias, sem horário nem programa rígido; não por coincidência, as regiões mais apropriadas para explorar de carro são aquelas em que o trem não dá conta do recado (Toscana, Provence, Costa Amalfitana, Sicília, Andaluzia, Portugal, Rota Romântica).

Passagem de trem

Passes de trem não valem mais a pena: os dias de uso são limitados e é preciso fazer reserva e pagar suplementos para usar os trens rápidos.

O melhor é fazer os trechos de trem com passagens avulsas, aproveitando tarifas descontadas. Compre diretamente no site da companhia ferroviária do país de origem de cada trecho.

Os únicos passes que continuam um bom investimento são os passes nacionais de países que não exigem reservas ou suplementos para uso de seus trens regulares: é o caso da Suíça (Swiss Pass) e da Alemanha (German Pass).

Low-cost: vale a pena?

Uma empresa low-cost é uma empresa que oferece passagens aéreas muito baratas em relação as concorrentes. Mas aquelas tarifas incríveis de 5 ou 10 euros são tão difíceis de conseguir quanto as promoções que as aéreas brasileiras fazem de madrugada. Há muitos custos extras: para despachar a bagagem, para fazer check-in (mesmo pela internet!), para comprar com cartão de crédito, para marcar assento. E cuidado com o limite de bagagem (entre 10 e 20 kg) já que cada quilo de excesso é cobrado (pelo menos 10 euros por quilo de excesso!). O mais comum é que cada trecho, sem multa de excesso de bagagem, saia em torno de 80 euros.

Então, antes de sair comprando low-cost, descubra quanto custaria incluir esses trechos na sua passagem aérea Brasil-Europa-Brasil. Pesquise também quanto custa comprar os trechos internos avulsos nos sites das cias. aéreas convencionais. Com antecedência, costumam oferecer tarifas competitivas nas mesmas rotas.

Agora sim: compre a passagem aérea

Depois de definir o roteiro e os meios de transporte dentro da Europa, aí sim você pode comprar a passagem aérea mais adequada.

Compre pelo menos até o primeiro destino que você vai efetivamente visitar, voltando do último destino do seu itinerário. Não se prenda aos voos diretos, nem às companhias aéreas do primeiro ou do último país do seu roteiro. Qualquer aérea pode emitir uma passagem do Brasil a Veneza, com volta ao Brasil desde Praga. O que vai mudar é o aeroporto de conexão.

Definido os pontos de chegada e partida da Europa, faça uma pesquisa de quanto custa incluir os trechos aéreos internos que você vai precisar fazer entre um módulo e outro do itinerário.

Se cada trecho custar menos de 100 euros (em torno de 140 dólares), será um bom negócio pela conveniência e pela segurança. (Lembre-se: é difícil conseguir low-costs por menos de 80 euros o trecho, e com as low-costs as conexões não são garantidas e o excesso de bagagem é caro).

Passagens multidestinos podem ser compradas com agentes de viagem ou em todos os sites (incluindo aí os das próprias companhias aéreas) que ofereçam a opção “múltiplos destinos” ou “multiple destinations”.

Quando é melhor fazer as reservas?

Quanto mais cedo você comprar as passagens aéreas, melhores preços deve encontrar (sobretudo se você quiser achar as low-costs).

O melhor momento para reservar hotel é exatamente três meses antes da data de hospedagem: é quando as tarifas descontadas aparecem nos sites de reservas de hotéis. Note que os melhores descontos normalmente requerem débito imediato; leia as condições de cancelamento antes de fechar negócio.

Os trechos de trem são lançados nos sistemas das companhias ferroviárias entre 90 e 60 dias antes da data de viagem; as tarifas promocionais aparecem sempre neste momento e esgotam logo.

Dois meses antes de viajar, marque as visitas que podem ser reservadas pela internet: Galleria Uffizi em Florença, Museu do Vaticano, subida à Torre de Pisa, entrada na Alhambra…

Cartão, débito ou dinheiro?

Assim como ocorre nos investimentos, o melhor é diversificar. Leve um pouco de dinheiro vivo (300 a 500 euros) e tente guardar até o fim da viagem. É o seu fundo de reserva para emergências. Mesmo com o IOF mais baixo (0,38%), não vale a pena carregar maços de dinheiro vivo. Primeiro, porque a economia com relação ao cartão de crédito não é de 6% redondos: a taxa de câmbio do euro vivo é sempre um pouco mais alta. A diferença vai dar aí em torno de 4%. Esses 4% de economia não valem a sensação de insegurança de carregar todo o seu dinheiro em espécie.

Para os gastos pequenos em espécie do dia a dia, habilite seu cartão de banco para fazer saques direto da conta corrente. Funciona em qualquer caixa automático (não é preciso achar caixas do seu banco), e o IOF é de 6,38%. Há também a incidência de tarifas fixas; faça saques sempre equivalentes a 200 euros para que não sejam significativas.

Com a extensão do IOF de 6,38% para os cartões pré-pagos, os cartões de crédito voltaram a ser a melhor alternativa para as grandes despesas. A diferença com relação ao dinheiro vivo será de uns 4%. Pense nesses 4% como uma taxa de conveniência. Se o seu cartão render milhas, você compensa essa diferença emitindo uma passagem nacional na faixa na volta.

Os cartões de débito internacional recarregáveis (tipo Travel Money) hoje só valem a pena como plano C. Leve para carregar à distância, caso dê algum problema nos cartões de crédito.

Pronto! Europa, lá vamos nós!

Boa viagem.

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