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Como fazer um bom planejamento para viajar com crianças

Olá!

Você vai tirar férias e decidiu: vai viajar. Mas e as crianças? Como lidar com elas em viagens? Qual o melhor destino? E os passeios? O que devemos priorizar? Disponibilizamos aqui algumas dicas e ideias simples que respondem essas e outras questões para que você possa aproveitar melhor sua viagem.

A princípio, como existem crianças em todos os países e em todo tipo de ambiente, elas vão se dar bem em qualquer lugar. Pensando assim, há quem leve seus filhos para lugares mais diferentes como a Mongólia, o Vietnã e Machu Picchu, no Peru e outros que preferem destinos mais básicos como parques temáticos e Resorts.

O que acontece é que qualquer mudança de ares pode afetar o humor dos pequenos. Coisas como fusos horários, a rotina diária alterada, comidas diferentes e até uma cama mais ou menos macia da que a criança está acostumada, a deixará mais agitada. Por isso, se você nunca viajou com a família toda para destinos mais distantes, saiba que quem acaba dominando a agenda são as crianças. Sabendo disso, você já se planeja melhor e tem menos dor de cabeça na sua viagem.

Confira agora outras dicas para que todos aproveitem melhor as tão esperadas férias:

Distância e transporte

– Crianças não têm noção muito clara do tempo, portanto, quanto mais longa a viagem, maior o índice de irritabilidade.

– No carro, faça paradas mais frequentes para que elas possam se alimentar, hidratar-se, correr um pouco e ir ao banheiro.

– Já no avião é um pouco mais difícil. A maioria dos passageiros é paciente com choros e agitações, mas leve brinquedos, lanches, sucos e atividades para mantê-las ocupadas.

– Durante decolagens e pousos, ofereça bebidas para ajudá-las a diminuir os efeitos das diferenças de pressão dentro da cabine.

– Para os maiores, peça para que façam movimentos de engolir ou também dê a eles algo para comer ou beber.

Carrinho, bebê-conforto e cadeirinha

– Se viajar de carro, alugado, próprio ou de amigos e conhecidos, nunca descuide da segurança. Alugue ou solicite assentos como booster, bebê-conforto ou cadeirinha para as empresas de traslado ou aluguel de carro, informando peso e idade das crianças. Reserve com antecedência.

– Já os carrinhos são tanto uma peça essencial como um pequeno estorvo. Para crianças com mais de um ano e meio, prefira os modelos tipo guarda-chuva, mais leves e fáceis de carregar quando dobradas. Eles não são tão confortáveis, mas quebram o galho na hora de visitar um museu, ter agilidade dentro do metrô ou trem, embarcar em qualquer elevador ou mesmo quando elas desistem de andar.

– Para os menores, o ideal é levar os modelos comuns, mais aconchegantes, já que elas dormem bastante.

– Se for visitar uma região fria ou chuvosa, não esqueça dos quebra-ventos removíveis.

– Lembre-se que algumas cidades como Nova York e Paris, com sistema de metrô antigo, não possuem muitos elevadores ou escadas rolantes nas estações, então ou você carrega tudo ou pede ajuda para alguém.

Alimentação

– Tente seguir a dieta com a qual eles estão acostumados e sempre tenha um coringa dentro da bolsa, como sucos e biscoitos.

– Evite alimentos muito condimentados e procure estabelecimentos que aparentem seguir normas mínimas de higiene. Muitos restaurantes têm também cardápios específicos para crianças, e isso pode ajudar na adaptação ao destino.

– Países ocidentais e grandes centros urbanos costumam ter drogarias e supermercados que oferecem marcas de leite em pó, papinhas e biscoitos bem conhecidos.

– Vale evitar frutos do mar, água não engarrafada, saladas cruas e derivados de leite em destinos de países menos desenvolvidos.

Saúde

– Item obrigatório em viagens para o exterior: seguro de viagem. É o mínimo para garantir uma boa assistência médica.

– Também tenha com você um kit feito com indicações de seu pediatra como protetor solar, repelente de insetos, pomada para picadas, gel antisséptico. Isso deve levar em conta o tipo do destino, se ele é tropical, muito frio ou em elevada altitude.

– Em todas as situações, seja precavido e não abuse da resistência física da criança.

– Outro ponto importante é se informar sobre que marcas estão disponíveis no destino e onde adquirir itens básicos como fraldas, pomada para assadura e leite em pó, para não correr o risco de ficar desabastecido.

– Por fim, providencie todas as vacinas necessárias com a antecedência recomendada em cada caso.

Atividades

– Para crianças com menos de três, quatro anos, atrações lúdicas, com as quais elas possam interagir, são as mais indicadas. Então, melhor que um parque temático com filas intermináveis, talvez valha a pena uma atração menor, onde elas possam repetir a brincadeira à exaustão. Da mesma forma, ao invés de um zoológico onde pularão de animal em animal, uma fazendinha, onde possam brincar com coelhos e alimentar cabritos, pode ser mais divertido.

– Para os um pouco maiores, as vontades serão diferentes. Negocie com eles o que cabe no orçamento familiar e quando ou o que fazer. Eles vão se sentir parte do projeto.

– Também não se esqueça de você: faça as visitas aos museus, shoppings e bares que quiser. Combine com seu parceiro um horário livre para cada um, enquanto o outro toma conta da(s) criança(s).

– Outra dica é fazer um passeio mais curto, onde todos possam curtir. Então, ao invés de ficar várias horas num museu, faça uma visita de, no máximo, duas horas e prepare com as crianças jogos sobre as peças que irão conhecer. Muitos museus, como o MoMa e o Metropolitan, ambos em Nova York, possuem áreas infantis bem bacanas.

Hospedagem

– Ficar na casa de parentes, limita a bagunça e a liberdade de horários. A vantagem é que assim as crianças entram em contato direto com costumes e comidas locais.

– Outras alternativas bacanas são campings e trailers.

– Se a escolha for hotéis e pousadas, cheque aqueles que tenham estrutura com playgrounds, piscinas infantis e cozinhas básicas (para esquentar a mamadeira ou preparar papinhas). Equipes de entretenimento e babás podem ajudar quando os pais quiserem ir a um concerto ou jantar especial.

– O aluguel de casas e apartamentos para temporadas de cinco ou mais dias, é uma forma prática e econômica. Se por um lado não há recepção 24 horas e nem serviço de quarto, a família terá um espaço mais amplo e próprio, poderá produzir um cardápio próprio na cozinha e ter o gostinho de sentir-se um local. Nestes casos, escolha um imóvel em bairro com boa oferta de serviços e transporte público.

Para economizar…

– Pacotes de viagem: opção que pode trazer muita economia em tempo e dinheiro. Além disso, a maioria das operadoras oferece serviço de traslado, que é um item importante quando se está com crianças.

– Na hora de escolher um hotel, dê preferência aos que cobram por quarto e não por cabeça, e àqueles que oferecem camas extras e berços sem taxa adicional.

– Boa parte das melhores atrações para crianças é grátis: parques, playgrounds, certos museus e praias.

– Troque refeições em restaurantes por piqueniques. Envolva as crianças nos preparativos, faça um cardápio divertido e saudável e escolha um bom parque.

– Cartões de desconto: em muitos destinos são oferecidos pequenos descontos em transportes públicos, museus e shows para famílias, principalmente na Europa.

– Escolha a temporada certa: se for possível viajar fora da estação, melhor. Esta dica é especialmente válida para quem têm bebês e crianças pequenas, que não irão perder aulas nem provas na escola.

– Crianças de até dois anos normalmente não pagam passagem aérea ou têm descontos bem vantajosos (de até 90%), desde que viajem no colo de um adulto.

– Reserve o voo com antecedência para conseguir preços atrativos e garantir que a família viaje em assentos contíguos.

Escolha do destino

– Em casos como visitar parentes em uma cidade distante, fazer um voo com muitas escalas, tirar férias em uma época de muita chuva, muito calor ou debaixo de muita neve, o planejamento é fundamental e tirar proveito da situação é a melhor solução.

– No geral, o mais seguro é optar por um destino com boa infraestrutura geral (hospitais, estradas, restaurantes), áreas para a criança se movimentar (jardins, parques, praias), boas e variadas opções de alimentação e atividades que estejam de acordo com sua idade.

Uma boa viagem com crianças, não importa o destino, depende de uma só coisa: prestar atenção nelas. Se a criança estiver cansada, pare e relaxe. Forçá-la a segui-lo pela décima igreja ou ruína ou praia a deixará irritada. O resultado é sono, alimentação e paciência prejudicados. O panda do zôo ou a Capela Sistina podem ser espetaculares para você, mas se ela estiver mais preocupada em empurrar o carrinho ou brincar com o catavento, deixe estar e aproveite o momento!

Com essas dicas, tanto os pais quanto os filhos terão uma viagem muito mais divertida e proveitosa!

Boa viagem!

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